Leão na Ratoeira

Nos recantos lúbricos da vida sem um luco sem lucarna.
Estando meio irreconhecível no ludíbrio gerando sarna.
Fui um luculo muito popular acalentava todas as espécies de alma.
No vigor de sóbria juventude era bem verde mais sem falta de calma

Caindo sempre em contos de vigários sendo leão forte que rugia.
Com uma sombra fresca ao cansados os cabe dais fixos resistiam.
Simples incauto sem aperceber de onde a ferrugem corroía.
Com enorme onda de gafanhotos que minha lavoura destruía.

Eu era pau para qualquer obra mais todos os gatos atuavam na caça.
Vi minha carne assar e derreter apressando em toda a desgraça.
Olhos foram ficando invisíveis e todo o fogo transformou em fumaça.
Daí os lunfardos se ausentaram depois que devoraram a sua caça.

Hoje o ligário é apodrecido solidão doença pobreza apodera.
A víscera carunchou e apodreceram eles cospem escarram não venera.
Esquece-se de onde tinha a mesa farta derreteu as lisonja das feras.
Chutando meu traseiro em pilhérias esforçando me jogar eu na cratera.

Composta em 7/9/2014

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