Choro de Cascata (moda de Viola)

Eu dormia em sono repousante passarinhos vinha me acordar.
João de barro o mais madrugueiro não cansava de ao ver gorjear.
Enchia a vida de delícia no som melodioso do meu amigo sabiá.
Hoje todos eles ausentaram só vejo aranhas e vejo sapos coaxar.

Brigaram feio comigo porque eu quis mesmo insultar.
Porque meu amor foi simbora e também parei de cantar.
A lua escondida e sem graça pra mim não quer mais clarear.
Madrugadas rijas na oposição sem orvalho pra me castigar.

Os bugios que rugiam em festejos mudaram para outro lugar.
A juruti fugiu triste do cerrado sem forças em poder me ajudar
Todos os habitat dos lobos uivantes as lavouras vieram expulsar.
Amigos fingidos repugnaram todos vivem só me desprezar.

Pois enquanto eu sou teimoso espero um jeito de me acalmar
Minha amada jamais volta o câncer quem veio me roubar
Sua campa virou minha morada é encharcado de tanto chorar
Brotou uma cascata de agua potável lágrimas tenho para derramar

Composta em 5/9/2014

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