Fruto do Aipim (Moda de Viola, Vanerão)

Aquela morena para mim sorriu, declaração de amor ela transmitiu.
Dando pulinho parecendo tiziu,fiquei assanhado dando arrepio.
Marquemos encontro ela cumpriu, estava tremendo sem haver frio.
Beijo solvente meu cuspo ela engoliu, o teu abraço quase que me partiu.

Carinhosa e chorosa igual não existiu, mão valorosa foi quem pariu.
Botão de rosa que hoje se abriu, charme do trigueiro ela não resistiu.
No banco do monsa ela se esvaiu ficou esquartejada quase que partiu.
Parecia vampiro em tempo de frio quem conta a história é meu coxoniu.

Com sua proposta topei o desafio, até clarear o dia nós dois só repetiu.
Virando o disco agulha sumiu, na colcha macia roncou e dormiu.
Apertando o travesseiro ela sentiu, fruto do aipim ela engoliu.
Sendo nutritivo foi o que garantiu, hoje não estamos sozinhos no mundo vazio.

Sósia e sua foto se olhar de perfil, a linda menina que você consentiu.
Alegra o ambiente o lar é sombrio, enorme presente que contribuiu.
A luz não apaga é enorme o pavio, em nosso tesouro ninguém cuspiu.
Igual um riacho dum caudaloso rio, avançando no escorregadio.

Morena intacta ainda não evoluiu, multiplica e produz jamais faliu.
Não é mito nem lenda que existe fastio, nascente de água não fica vazio.
Igual grande astro que Deus construiu, Aproveitamos a sós em época de cio.
Já é um grande batalhão que ela produziu, igual macieira que já floriu.

Composta em 3 de setembro de 2006 – às 11h42

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