Adélio Carlini Moda de Viola Garra de Cipó (Moda de Viola)

Garra de Cipó (Moda de Viola)

Encontrei você cantando parecia um rouxinol.
Estava de madrugada vinha encontro do arrebol.
Estava de pouca roupa parecendo Esquimós.
Meu sofrimento é bastante comparando com o de Jô.
A mais de quarenta dias ausentei e vivo só.
Sei que nós somos unidos quão grandes é nosso xodó.
Convidei para uma maratona passear aqui no me paiol.
Quero ser igual Caxias com a vitória de Itororó.

Nós estamos reforçados tomando muito Sadol
Fizemos nossos ensaios bem antes de sair o sol.
Meu coração comprimido sem sair do xilindró.
Coitadinho vive preto parecendo um curió.
Porque se estiver ausente fico amargo igual jiló.
Mais se estiver ao meu lado você é o meu farol.
Meus pés não ficam no chão igual craque de futebol.
Fico de corpo eriçado igual um fio de enxó.

Eu vendo você chorando igual mandi no anzol.
Teus braços vão me apertando igual garra de cipó.
Amor que não tem limite de você até fico com dó.
Meus dedos são maliciosos percorre todo o  arredou.
O metrô vai firme a linha  vai fazendo caracol.
Estando no meio da viagem você lembra da vovó.
Nosso corpo vai colando ensopando o lençol.
Você pulando da cama a procura dum urinol.

Pra não aumentar os chupinzinhos e diminuir nossos boros.
Você faz chá de Artemísia também chá de caiapó.
Porque nosso encontro é na certa com duas balas juveló.
O forte perfurando o mais fraco faz casulo no bocó.
A tênia solitária no interior fazendo nó.
Você me aperta igual alicate o coitadinho no gogó.
Dispensamos a jornada sem vestir o paletó.
Ficamos só assistindo musica de chitãozinho e chororó.

Composto em 10 de agosto de 2006 – às 10h12

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