Pachola (Moda de Viola)

Meu bem não me pega pra molhar suas plantas Nos dias de geadas é o frio que me espanta.
Em baixo do cobertor solto pinga na garganta Meus tratos isento nem que ela garanta.
Nem que venha de joelhos fingindo de santa. Nem com carinhos agrados não adianta.

Canteiro bem tratado é lindo a sua horta. Mas conversa de feminina nem sempre conforta.
Tem hora que ajeita muitas vezes entorta. Pois fica sonolenta fingindo de morta.
Daí eu saio correndo nem fecho a porta.Vou fingindo de mudo quando ela me exorta.

Gato animado e forte subiu no telhado. Desceu de rabo grosso muito machucado.
Numa briga violenta saiu tudo esfolado. Ficou de quarentena algum tempo fui isolado.
Nem na lua cheia pode ficar tarado. Fica igual urutu no buraco entocado.

Meu bem na horta que planta é couve e rabanete. Nabo e cenoura batata em filete.
Planta chuchu e mandioca mais ela chupa sorvete. Vai à escola de música de flauta e clarinete.
Depois me atormenta destrói meu capacete. Tramamos na briga eu meto o porrete.

Enquanto ela planta verdura eu toco viola com outras garotas nós jogamos bola.
Nem que minha camisa apodreça a gola. Ela vai ser sua mãe vem encher minha cachola.
Só me petequeiam em minha frente rebola. Ela domina amarra porque sou pachola.

Composta em 07 de outubro de 2006 – às 07h44

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