Quatorze Fazendas (Moda da Viola)

Tenho quatorze fazendas cada uma tem gerente.
Todas elas têm jóias caras das quais eu fico contente.
Quando o avião vem descendo é elas que vêm na frente.
Trazendo bons relatórios como esta o ambiente.
Quatorze dias que eu não vejo por mim já estavam doentes.

Cada dia em uma fazenda circuito é permanente.
Minhas ausências na fazenda de amor já estavam carentes.
Elas sendo carinhosas não tem coração que agüente.
Eu sou o gato mais manhoso tudo de bom no batente.
Passeamos juntos no avião observando o continente.

Minhas boiadas no pasto são demais inteligentes
Quando esta nos treze dias que de lá fico ausente.
Minha boiada fica triste nem bebe água da nascente.
Ficam nos altos do morro vou surgindo de repente.
A boiada me acompanha parece ser meus parentes.

Poeiras do carro e do gado nos ares ficam ascendentes.
Eles vão tudo no aeroporto sem que alguém  os oriente.
As jóias tocam o berrante despertam até as serpentes.
Eu venho nos braços dela, aqueles que vêm que comente.
É o dia mais lindo da vida, mas, sempre é repetente.

Amanhã noutra fazenda nova flor esta no pente.
O meu gerente faz tudo dinheiro vem no recipiente.
Nos amores tenho de tudo sou um homem refulgente.
Sou exportador de gado em Presidente  Prudente.
Minha paixão é no gado mais no amor sou eloqüente.

Composta em 19 de agosto de 2006 – às 16h51

Subscribe
Notify of
guest

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments