Só eu de Garanhão (Moda de Viola )

Em matéria de amor comigo todos se engana, sou carinhoso e gostoso faço amor até na grama.
Por amor sou marinheiro, aviador muito bacana por causa duma lingerie eu viajo até as Baama.
Sou doutor e professor e levo a vida cigana, sou cantor e lavrador por amor ninguém embrama.
Sou ladrão e maconheiro por amor eu entro em cana, posso ser até criminoso saio na rua de pijama.
Sou capaz de ir à lua numa casca de banana.

Abro poço artesiano faço estrada até ao Japão. Sem ajuda de viagra sem motel sem caminhão.
Sem dinheiro na poupança sem cerveja no balcão. Só não vivo sem amor ou sem mancha de batom.
Sem carinho sou sucata sou maquina sem vagão, quero ser eterno forte com as damas em ação.
Ser único homem na terra rodeado de paixão, mulheres parindo fêmias e só eu de garanhão.
Ninguém coçando as canelas a não ser meu batalhão.

Sem disputa no palito só eu que saio no jogo, sem ajuda de talhadeira sem pomada para logro.
Sem sogra pra coçar piolhos sem neto genro e sogro, não arrisco meu segredo nesse ponto não sou bobo.
Quero estar num mar de rosas meus adversários no fogo, cada uma no painel cessa todo emenagogo. Nem junto com fanfarrões nem de relho assino o rogo, Canto cisco esporeio sem descobrir o manobro.
Se alguém prejudicar peço que Deus de o dobro.

Quem nota minha liderança não se mete em meu caminho, cada passo que eu andar fica enroscado no espinho.
Nos assuntos amorosos aqui na terra estou sozinho, dou zurro sem mangueira estremece o visinho.
Nos cios elas se aproximam silenciosas num cantinho em bem menos de um ano tem vagido no bercinho
É femias e mais femias e os castrados bonitinhos, vêem e lambe com as testas falando fino com brinquinho.
Meus amores pululam com garotas bem quietinho

Composta em 13/10/ 2006 Hora 15;32

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