Touro Pantaneiro (Moda de Viola)

 

Arriei meu cavalo cuidei com muito esmero.
Consultei minha carteira como estava de dinheiro.
Contei oitocentos contos dava pra fazer exagero.
Fui buscar a minha prenda filha do João Tameiro.
Cheguei a casa dela chovia era no mês de Janeiro.
     De longe avistando ela bem no meio do terreiro.

     Passou a noite esperando coberta com um baixeiro.
     Cheguei falar com o pai dela, pois sou grande fazendeiro.
     Ele sorrindo me disse mastigando o palheiro.
     Vou despedir da filha abraço no genro mineiro.
Levei ela em minha casa alegre muito faceiro.
Ele veio correndo atrás muito sábio e embusteiro.
Trouxe a Ziza  e Fabiana com Rosilda se entendero.
Mais quatro adolescentes, tome conta do formigueiro.
Pode deixar eu bem sozinho só me leve cesta e dinheiro.
     Sete irmãs que eu domino elas enfrenta campo e mangueiro
     Em dois anos quatorze filhos eu quero ensinar a ser vaqueiro.
     As irmãs todas combinam, eu sou o touro pantaneiro.
     Levo uma vida alegre sou um rico brasileiro.
     Fiz um negócio importante, vejam se me entenderam.

     Suruba eu faço sozinho com elas no travesseiro.
     Disfarço com Iracema, a Julha dorme primeiro.
     A  Ziza e Fabiana  embala o nenê  nos berreiro.
     Ana e a Dalziza não tem vicio costumeiro.
     Rosilda traz felicidade quando estou no desespero.

Composta em2006-09-06

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