Adélio Carlini Pagode Banca de Feira (Pagode)

Banca de Feira (Pagode)

Você é um plagiário na conquista do seu verdadeiro amor.
Cantando versos dolorosos dum apaixonado compositor.
Não consegue porque procura aventuras dum amor sem pudor.
Compositor narra o que há num coração potente transmissor.
Você imita um sabiá apaixonado sem conhecer o seu interior.

Notem lá o João de barro que não troca de parceira.
Em seu abalo amoroso só cantando triste na paineira.
Mais o que vale é a falecida seja lá de que maneira.
Tenha então um coração firme igual dono de banca de feira.
Sem retífica de um  coração contundido em ribanceira.

Peça a natureza que ela ensinará  como usar o seu coração.
Ensina-lhe o amor e saberás  a dor duma amarga traição.
Não há concerto num aperto dum flagelado sem solução.
É o sabiá o João de Barro até uma flor de gerbão.
Fé do minúsculo espermatozóide completa o ciclo de união.

Composta em 10 de novembro de 2006 – às 8h43

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