Copo de Pingado (Pagode)

Deixo a veia soluçando recordando do passado, com pesadelos sonâmbula  sonhos horrorizados
Minha notícia de vitórias fica triste encabulado, resolve chamar na lei pelo triste resultado.
Em vês de me dar veneno deu-me um copo de pingado.

Igual mosquito em teia de aranha ficando embaraçado, se correr o bicho pega se esperar ta bombardeado.
Os novos amores que arranja fracassam com o resultado, olhar lagarto ou macaco fica com nojo enjoado.
Chora a veia desconsolada porque tudo deu errado.
Gosto de meninas balconista fornece copo de quinado, gosto das professoras me ensina com agrado.
Gosto de boas cozinheiras que prepara pratos requintados, de boas dançarinas ensina vanerão e valseado.
Gosto também das bancárias que meu dinheiro tem guardado.

Não gosto de veia sororoca do rosto e corpo enrugado, não gosto por ser rabugentas de rosto e cabelo pintado.
Não gosto por ser fofoqueira junto de outras revezado, Soluça por pepino e limão quando ainda está flora do.
Do tempo que comia mandioca nem cozida ou assado.
Lembrando eu dando sinal do outro lado do banhado, lembra dos grandes perigos por ela ter enfrentado.
Lembra quando era chiclete juntinho estava grudado, lembra que chamava de amor por tudo observado.
Hoje inimiga num abismo, num pântano afogado.

Os bombeiros não encontram o teu corpo estragado, morre em busca de amor que nunca mais é encontrado,
Devorou os tempos felizes com os miolos atrapalhados, e virando corpo seco por de Deus ter afastado.
Pois todo amor do mundo não pode ser costeado.

Composta em  4 de outubro de 2006 – às 21h17

Subscribe
Notify of
guest

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments