Adélio Carlini Pagode Dar bom trato no Chuchu (Pagode)

Dar bom trato no Chuchu (Pagode)

Cheira a linda morena nadando em perfume e xampu.
Cheira o nariz do farmacêutico na farmácia em Botucatu.
Cheira o homem apaixonado a micro roupinha azul.
Beija flor cheira a rosa só não cheira o anum.
Também cheira  a carniça  o faminto urubu.
Violeiro cheira mulher bonita e não fica jururu

Vive cantando o sanhaço no alto mandacaru.
Canta sabiá na laranjeira canta a perdiz no murundu.
Canta chupim e pintassilgo lá na copa de bambu.
Canta só dinheiro grosso no banco suíço o Itaú.
Canta  balas nas favelas canta a mulher do Artur.
Canta o bom violeiro desafio de cururu.

Vive gordo e roliço o bezerrinho zebu.
Vive sempre farejando o cachorrinho lulu.
Vive aplicando calote os borrachudos no abajur.
Vive bem em água doce lambari piaba e guaru.
Vive bem endinheirado quem enfrenta  guatambu.
Violeiro  bom vive  cantando toada e lundum.

Há alegria ver as morenas no largo Paissandu.
Alegria dos corintianos no estádio do Pacaembu.
Alegria dos baianos planta e come jerimum.
Alegria dos advogados ver loucos formar guaiú.
Alegria dos garimpeiros pegar diamante Guaçu.
Alegria dos violeiros é dar bom  trato no chuchu.

Composta em 3 de setembro de 2006 – às 15h30

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