Distancie-se no Horizonte (Pagode)

Tua tristeza é de suportar teu amor morno.
Que você não as ama esta junto preservando seu corno.
Quem dava amor inverteu está hoje sem retorno.
Cansou de levar vida cabisbaixa aceitando suborno.
Lembre que era feliz teu ambiente vívido só em adorno.

Você tirou o primata de uma jaula do zoológico da cidade.
Tem de tolerar amor fingido querendo preservar na sociedade.
Só assim viverá o dia de hoje mais amanhã é sem claridade.
Sua demência num abismo avança num tufão de intensidade.
Diazepam e gardenal psicóticos não põem fim na saudade.

Como uma múmia num retiro permanece no triste vento venenoso.
Você ressecado na estiagem a ti com ares revoltosos.
Perto de um caixão lamentará seus passados sadios ditosos.
Alimentava de uma macieira de frutos saborosos.
Na intempérie não é atacada porque a raiz tem produtos poderosos.

Distanciando no horizonte ao lado que o sol some.
Deixe que vá dia a dia preservando o meu nome.
Sempre desejado fruto delicioso do antigo homem
Sem um lenço para acenar enxugar os olhos passando fome
Sem ter o apoio de Deus para que favorável te abone.

Composta em 2 de novembro de 2006 – às 17h50

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