Eremita em Exposição (Pagode)

A garça veste de pureza mais obrigou a se ausentar.
Talvez desiludida do amor tudo nós possa  calcular.
Na represa dos “De Dono” ela veio refugiar.
Por solitária de amor ou talvez pra se alimentar.
Mais enriqueceu nosso ambiente pra Itararé te abraçar.

Eu sou o sósia da garça branca mundo sem dó a me odiar.
Sou branco promovo a paz coração casto posso provar.
Estou em busca dum refugio dia e noite a procurar.
Imitando a garça branca, na solidão abriga o aza.
Espero que Itararé me abrigue sem malandro pra me enxotar.

Sei que Itararé irradia amor aqui eu também quero imigrar.
Ausente dum falso amor que só soube me castigar.
Minhas névoas penas relatam dum amor pra esmigalhar.
Vou unir-me com a garça casta  no refugio que ela está.
No preparo do prefeito João popular deste lugar.

Sósia com as névoas penas também no fracasso de amar.
Sósia num ambiente de refugio requintado eremita pra observar.
A garça expõe sua mansidão e a minha vivo a mostrar.
Peço compreensão de admiradores não vim nossas pétalas manchar.
Pois Deus é o mais alto dos mais altos vai te recompensar.

Composta em 8 de novembro de 2006 – às 7h49

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