Forca do Leitão (Pagode)

Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Também assino, digo e acho
Comparo comigo a elegância dum matuto. Que no amor não há fracasso.
Cai um amor mais surgem mais as dezenas. Separo as esbeltas no meu pedaço.
Deixo fora os canhões porque não sou guerreiro. Nem que as feias se façam devassos.
Sou um gambá cheiroso e não tem armadilhas. .E bons carinhos pra cair no laço.

Os meus carinhos são positivos de tentáculos. Mostrando ó quanto é bom ser macho.
Podem jogar no palito mais vou além. Jamais envergonho ou me embaraço
Não tem mestiça nem zebu ou holandesa. Que pra todas elas sobram espaço.
Sou de por em ordem todo o esqueleto. Sou profissional em fazer os amaços.
Sem fazer fusquinha em falsidade. .Sou toureiro sério e sem ameaço.

Se quiser bom profissional venha e avance. Sei trancar c0m um chumaço
Ferramentas preparadas para o oficio. Talhadeira fabricada de puro aço.
Subo serra e desço grotas entro em matagal. Costeando rios e serra do espinhaço
Vou reto sem ziguezague descarrego o trem. Os fabricantes de bonitos muchachos.
Apressados e funesto pensão familiar. E o resultado do patente do palhaço.

Não sou gaúcho mais brasileiro da elite granfina. Tradicional linha de ricaços
Não amedronto com nuvens e tempestade. Não corro de frio e de mormaço.
Nos gemidos estimula a canção. É nos choros que gosto e dou abraços.
No arremate assino documentos. Examino os fonemas e suspiro passo a passo
O que importa é ver o socó animado. Enforcado o leitão e o sanhaço

É no monte de vênus  que atuo sem despacho.

Composto em 25 de setembro de 2007 – às 8h20

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