Jorro de Água Quente (Pagode)

Eu era de moringa fresca cavalo amarrado na sombra.
Tendo um coração inocente incauto igual uma pomba.
Mas conheci uma linda morena morava ao lado da lomba.
Minha vida virou um inferno e minha casa inteira tomba.

Igual estrela cadente igual choque de bomba.
Tornei enxurrada de riacho igual açude quando romba.
Rodou o meu patrimônio ainda de mim ela zomba
Abandonei a desgraçada mais eu também derrubei a tromba.

Tenho fobia por mulher feia mais as bonitas me assombram.
Corri longe na disparada perdi as cuecas perdi até a conga.
Levei jorro de água quente apanhei com galho de guassatonga.
Contusão e cheio de vergão costa cheia de calomba.

Não sei se banco o tatu na toca ou lagarto na escombra.
Meu papo azulou e arrochou igual falcão ou araponga.
Minha vida extrovertida transforma em saranga e samonga.
Moringa esmigalhou derreteu meu cavalo fugiu da sombra.

Composta em 31 de outubro de 2006 – às 13h24

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