Nunca morre a Saudade (Pagode)

Fui chamado pra uma festa perto de Itapetininga.
Diziam que lá tinha violeiro guapo que só lidava com mandinga.
Afinei a minha viola no estilo Piratininga.
E falei pro companheiro tiramos dele a catinga.
Esses violeiros não fazem frente cantando a custa de pinga.

Saí pronto pra vitória tendo bem fresca a moringa.
Carreguei um bom porrete de cerne de bracatinga.
Pois eles não nos conhecem que carregamos o coringa.
Por pouca coisa incendeio a mata só numa iscada de binga.
Depois de uma vitória exata nossos pés não choramingam

Encontrei muita gente boa na fazenda jacutinga
Desatei a minha viola feita de pau de Ibitinga
Cantei versos pra Jacira, pra Rosana e pra Dominga
Violeiros retiraram correu ao chegarem uma restinga
Deixemos eles de arrasto em nosso suporte eles não vinga

Aplico injeção dupla sem auxilio de seringa.
Pegando o boi pra capar que ninguém venha de resinga.
Violeiros que tem papo é nos versos que noz xinga.
De lá trouxe muita riqueza vim abraçado duma gringa.
Saudade jamais morrerá da linda Itapetininga.

Em nossa vida de artista sempre surge os pichilinga.
Mas no amor também nós popului é tempestade e não pinga
Com tantas vitórias adquiridas bobeou a gente pimba.
Recebemos muitos aplausos daquelas moçadas lindas.
Pois de lá trouxe o florão hoje eu moro com a Dominga.

Composto em 07 de novembro de 2006 – às 16h34

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