Bagagem do Amor (Rasqueado)

Nunca comemorei aniversário, pra mim não cantaram parabéns.
Vivo num mundo solitário, alcunha de João ninguém.
Não cio em contos de vigários, não me dirija que não tem.
Sou um livre legionário, não chamo mulher de meu bem.

Por isso não perco o valor, esposas com mais de cem.
Por nenhuma tive amor, não pretendo ficar de refém.
Curo todas as suas dores, e não sou proprietário de neném.
Dinheiros não sem saber a cor, estou amado sem vintém.

Amor tenho de bagagem, em qualquer lua que contém.
Amar responsável é bobagem, coisa séria não convém.
Mais querendo fazer viagem, Miguel oferece a Transpen.
Gumercindo avaliza com coragem, Silvio Santos e Gugu também.

Também chifres me plantaram, destruíram meu acém.
Espora do galo cortaram, das falsas hoje vivo além.
De medo se distanciaram, foram residir em Belém.
Cartas de amor mandaram, com florzinha de azevém.

Composta em 12 de novembro de 2006 – às 14h18

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