Madrugada triste (Rasqueado)

Hoje o cravo esta murcho este cravo era eu.
Da desilusão de amor que um dia sucedeu.
A  rosa despediu de madrugada foi nos braços do  Amadeu.
Não canso mais de chorar coração apodreceu.

O cheiro da rosa e do cravo para sempre pereceu.
No vácuo escuro do amor ela jamais percebeu.
Que o amor não é medido da pureza ela esqueceu.
Estéril a rosa secará sem unir com androceu.

Na estiagem do amor procure quem te favoreceu.
Pode haver irrigação bênçãos do grandioso Deus.
Comemoramos linda festa pensando até em jubileu.
Meu coração não tem tamanho está vivo não morreu.

Todas as flores temporão que a primavera escondeu.
Até no inverno nós éramos perfumado o nosso coração ferveu.
Mas esqueceu do passado que o negro destino teceu.
Nossas pétalas desfolhadas que a sorte não favoreceu.

Composta em 9 de novembro de 2006 – às 11h11

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