Objeto Inanimado (Rasqueado)

Companheirada estou despedindo e não volto mais.
Coração rebentado coisa que não acontecia.
Paulistinha foi embora  na capital de Goiás.
Endereço por capricho não me oferecia.

Vou revirar todo o centro brasileiro sem eu descansar.
Perguntarei com todo que eu encontrar agindo sem nenhuma covardia.
Cabal descrição eu pedirei imploro me informar eu posso até pagar.
Da moça mais linda igual não há lastimo choro por causa da Maria.

Se por infelicidade eu não encontrar serei destituído frágil derrotado.
Contrastando minha profissão sendo andarilho distante dos teus agrados.
Enferrujam meus peitos encosto a viola e o fim da minha boiada.
Sendo moribundo coração encarcerado duma dor descontrolada.
Despindo da minha riqueza sou objeto podre inanimado.
Aguardando ser sepultado numa caverna escura e fria.
A voz dela numa panacéia tirará deste enfado.
Volto nos seu braço ressuscitado exonerado nos braços da Maria.

Composta em 19 de agosto de 2006 – às 22h04

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