Zero à Esquerda (Rasqueado)

Dizem que no ano bissexto ano que produz azar.
Não sou nascido dia treze nem na sesta de carnaval.
No ano dois mil e três minhas frustrações eu quero conta.
As finanças derreteram amigos com prazer em abandonar.
Amores foram pras esquerda inútil só pra prejudicar.
Pensavam que eu falava gringo sou poliglota natura.
Virei lagarto no inverno sem sol para me esquentar.
Fiquei pitoco igual cutia  em arvores sem poder trepar.

Minhas unhas tão compridas quiseram rentes corta.
Vida de tatu canastra sem cova pra me orgulhar.
Entupiram minha residência fiquei relento no ar.
Tomei tempestade no lombo sem direito pra reclamar.
Com séria enfermidade dedução dum sarava.
Políticos fecharam as portas me proibiram de votar.
Com batalhão de inimigos eu sem revolver ou punhal.
Sem reverendo Deus me ajudou mandando anjo me salvar.

Na fui autor de mansalão mais tribunal fui visitar.
Falsidade de manobra pra pisarem e castigar.
Deus mandou um bombardeio de remorsos foram suicidar.
Sem veneno se murcharam sem a barreira pra pular.
Com merecida vitória Deus forte veio pra me ajudar.
No velório de maquiavélicos traiçoeiros tornam voltar.
Sofri triste eremita sm ninguém pra consolar.
Regressos de amor fingido eu mandei tomar naquele lugar.

Composta em11 de novembro de 2006 – às 11h28

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