Mil Amores (Tango)

Em amor nós vivíamos abraçados dedos entrelaçado.
Sincero namorado e juras de amor intensificava.
Via a lâmpada acesa testemunhando, os realizados.
Mas mentira infame qualquer um acreditava.

Essa mesma jura de amor em coletivo fazia.
E jamais ouve cumprimento só enganava.
No presente chega o fim da falsa primazia.
Mulher de mil amores sua conduta já revelava.
Com mil amores de supra de estimado valores.
Teu falso patrimônio que abastava.
Mas idade avançando suprida de dores.
Coração arrebentado teu fim funesto aproximava.

Hoje encostada num canto vegeta abandonada.
Só com visita de misericórdia em era brava..
Os reais não residem na casa fogem em disparada.
Amigos de bolso furado no apuro distanciavam.

Debruçada na janela lastima eles nota seu passado.
Nem cumprimenta fruta apodrecida.
Tua velhice passa e vê outra velhice chegando.
Madurando a mentira do jogo da falsa vida.

Só esperando a morte que seus amigos conduzem.
Teus mil amores olhando repudia com caçoada.
Algemado no final da vida, diz estar com Jesus.
Com Ele é verdade pra quem esqueceu da reta estrada.

Composta em 10 de setembro de 2006 – às 09h10

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