Tristeza indizivel(Tango)

Mês pós mês, não chegou minha vez, encontro só luta e exaustão.
Era disposto quem olhasse em meu rosto observava a disposição.
Futuro auspicioso tinha na mente sem escassez de convicção.
Escorreguei em intensa luta fim desastroso com ingratidão.
Piorou impiedosamente ulcera incurável no meu coração.

Meu amor se debandou esqueceu o compromisso.
Noutro braços maldosamente assassinar.
Angustia atormenta sem limite, pois o desquite.
Quer urgentemente sem raciocinar,
Esperança fugiu tornei-me ébrio vazio.
Estrada escabrosa sem retornar.
Noites escuras deliro em suas juras.

Numa falsidade com outro em seu lar.
Madrugada chegando vou observando.
Embriagada quando vem repousar.

Sua fiel companheira fazendo clareira, lua apontando junto do arrebol.
Desmanchando o namoro escuto seu choro ela acompanhada mais está só.
Eu neste delírio sofro martírio angustia vence mais não tenho dó.
Guerra vencida sem armistício vosso vicio torto igual anzol.
Sem sociedade, sem conselho este espelho forte chibata entra no cipó.

Vem apoderando meu frágil comando orgulho de machão sinto fracassar.
O que ela necessita em mim não habita velozmente sinto distanciar.
Guerra perdida sem minha guarida patrimônio e poderio sinto acabar.
Tristeza indizível inacessível sem coragem poder relatar.
Tristeza apodera agora espera nem que ela volte não posso enfrentar.

Devido minha fisionomia ela arrepia, amor sem cura só você não vai ficar.
Não sou carneiro nem veado mateiro tantos chifres poder suportar.
Carregar filhos alheios seria meu meio mais de vergonha sem agüentar
Meu desastre nem com um guindaste forças mecânicas para transportar.
Bebe e dorme com outro em amor e minha dor não vou suportar.

Composta em 6/9/2006 Hora 12;25

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