Adélio Carlini Valsa Amor de Tarrafa (Valsa)

Amor de Tarrafa (Valsa)

Do passado vivo hoje da Lucia é só recordação. Vejo injuria contra mim ela beijando outro contra mão.
Hoje num beco escarpado não encontro saída ou solução.  Conto história dum apaixonado alforriado na convulsão.
De madrugada vejo o relógio bater é convite para chorar. Na solidão soluçando gemendo sem vê ela chegar.
No silencio bruto sem companhia para me amar. A vida de vampiro ela escolheu eu não consigo ela mudar.

Com este sofrimento infame jamais chega o fim. Durmo frio angustiado sem ter você só para mim.
Até as madrugada vive nos botequim. Vergonha eu tenho ver o povo ler minha vida dentro dum pasquim.
Porque será, porque será gostar de amor proibido.  Porque será, porque será existir um amor tão fingido.
Com tanto prazer em castigar o verdadeiro marido. Eu ter de tolerar o mais feio apelidos.

Amor de tarrafa é sem saber de quem vai gostar, Em coletivo está reunindo e no final estabilizar.
Corpos aquecidos têm fim novo ambiente ela vai morar. Asilo te espera e falsos amores para visitar.
Garanhões falsos sem endereço fixo, e a policia vai buscar. Sem refugio para te ancorar.
A vida de vampiro vai recordar a chorar. Eu cá do precipício do passado só resta lembrar.

Da Lucia só fico delirando fracassado sem saber a razão é só saudade Tritura meu coração.
Amor no dinheiro ela deliciava em falsa intenção. Juventude passageira nadou na ingratidão.
Fiquei anos na espreita hoje na solidão. Já apercebida que em seu futuro passei mata borrão.
Teu amor de tarrafa foi para erosão. Adeus mulher sem afeto não posso esticar a minha mão.

Composta em 07 de outubro de 2006 – às 11h33

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