Amor Sem Limite (Valsa)

Faz vinte anos que eu tento reconciliação, mesmo com esforço foi tudo em vão. 
Seguimos caminhos errado desviando nossa união cheguei à única conclusão.
Que a nossa felicidade rematou sem solução sou um pássaro isolado na imensidão.
Fiz tudo o que pertencia com pura castidade, mesmo assim fui repelido sem felicidade.
Frágil nosso solenóide sem utilidade desviou em rota oposta ficando a saudade.
Igual cometa sem rumo num vácuo sem claridade, seco num deserto sem umidade.
Em reta oposta seguimos para o infinito em lugar escuro completamente esquisito.
Fui hospedeiro voluntário dum verme em conflito sem prever acontecido livrei dos parasitos.
Metamorfose eu progredi em lagarta mais borboleta tornei muito mais bonito.

Sem querer fui conduzido num mundo maravilhoso dum poder amistoso.
Você desviou num mundo cavernoso vampiros sugam em ato desamoroso.
Levando a morte num caminho desastroso viagem eterna sem alimento e pouso

Meu será o triunfo no final da cartada, sem ser demagogo vencendo a parada.
Siga teu caminho penoso nessa falsa estrada enfronhado na vida mais desgraçada.
Inferno em vida maldade faz morada lembrarás de quando era amada.
Fogo que te queima deixando no escuro eu nem quero saber do teu sufoco impuro.
Ninguém suspenderá fora do muro, chegando o tempo de receber tudo com juro.
Nos braços de quem amo eu estou firme seguro escuto ao longe o seu murmúrio.
Um maná que me sustenta sou nutrido alimentado abençoado sempre saciado 
Pra mim anjos tocam harpas deixa do mundo alheado, sofrimentos sem ser lembrado.
Fluindo amor sem limite com suas migalhas comparado por Deus sou abençoado.

Composta em 5 de setembro de 2006 – às 13h58

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