Beijos na tela da Televisão (Valsa)

Ó mulher, ó mulher dos meus sonhos, que não chega a realidade.
Meu pensamento ligado a ti, intensifica produzindo saudade.
O que vejo não é para homem sadio sujeitando a futilidade;
Nos beijos com galã da novela. Diz que é profissão e amizade.

Jurei um amor ilimitado quando na angustia da noite estava.
No status da novela das oito horas na tela quando se apresentava.
Você beijava só um sem saber que era dois que os beijava.
Galã da novela domina com ardor autorizando o que ele desejava.

Passa a novela vou dormir também você o passado recapitulando.
Eu e você com vida feliz hoje posição diferente a vida foi mudando.
No silencio soluçando por mim  mais você é uma estrela que vive brilhando.
Seu pesadelo nas colchas de cetim num apogeu de fluxo ardente esta acusando.

Esmigalhada com o galã dominante apagamos o abajur semblante de mortalha.
Olhos apagados quando era fornalha brilhante sem piedade sofre represália.
Meu consolo é beijar a tela da televisão enquanto meu intimo sacode atrapalha.
Sei que vou morrer por essa atitude não voltando mulher dos meus sonhos serei um canalha.

Composta em 20 de agosto de 2006 – às 16h05

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