Adélio Carlini Valsa Labirinto (Valsa)

Labirinto (Valsa)

Vim morar numa terra distante abandonei a terra tradicional.
Obrigado para não ver mais um amor que foi tanto rival.
Quero tirar ela do pensamento porque me-causou tanto mal.
Deixando ulcera incurável e no coração golpe fatal.

Fui despenado de um paraíso conhecendo só amargura.
Tempo perdido só confiando anos perdidos na desventura.
Maristela traiu-me em secreto na minha presença radiava amor.
Eu amava com sinceridade mais destruiu meu jardim em flor.

Jardim dela era bem diferente era cravo lírios e jacinto.
Lírios e jacintos desfolharam o cravo mandou ele pros quintos.
Cravou um punhal naquele lugar coisa que eu jamais sinto.
Deus recompensa no tempo certo no complicado  labirinto.

Aqui distante estou encolhido espero bondade de Deus no futuro.
Quanto aos amores do mundo quero estar bem em cima do muro.
Passando o tempo tornei eremita na solidão que eu mesmo curo.
O mundo deu uma lição eficaz hoje na claridade troquei pelo escuro

Composta em 2 de novembro de 2006 – às 17h10

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