Madeira de Lei (Valsa)

Nem que eu fique espumada igual mar agitado.
Nem que fique suada cheirando milho torrado.
Nem que eu durma de dia porque amanheci acordado.
Igual madeira de lei com bom preço no mercado.

É assim aventureira antiga que dirá as de agora.
Marido sai trabalhar ela de porta a fora.
Interesse no destaque na região em que mora.
Depois reclama no fórum relata a vida e chora.

Seu corno dá bom berrante na boca do boiadeiro.
Marca ponto com o celular mostra o seu desespero.
Depressa que o resultado é carteira cheia de dinheiro.
Vai ingerir coquetel acaba amor aventureiro

Ainda com fôlegos nas ventas unida completa os bis.
Nem que continue espumada mostrando a vida infeliz.
Nem que fique de suor azedo sossego é só por um triz.
Já dorme muito aflita sumindo o fôlego do nariz.

Composta em 13 de novembro de 2006 – às 10h23

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