Vale por mais de cem (Valsa ou Vanerão)

Hoje o sol amanheceu escuro e a embrutecida lua.
Porque o seu desespero é sem motivo.
Mas na tempestade é que nós continua.
Dois amores que eu tive na vida.
Uma evaporou catingou e quer que eu os destrua.
Tive um amor diferente foi à primeira.
Em contraste separado das duas.
É minha mãe que não existe mais.
E outras na vergonha desvirtuam.

Ouve uma tempestade caindo dos meus olhos.
Ouve nevoeiro por eu chorar desde cedo na rua.
Distanciou em velocidade de estrela cadente.
Mas por ambas eu choro de saudade sua.
Desmoronou nosso castelo de amor.
Destituído nem implorando do lago flutua
É oceano de lagrimas em maré moto.
Que por ela grampeado audaciosa abotoa.

As estrelas envergonhadas esconderam o seu brilho.
Na escuridão acompanho também.
A única riqueza que ainda restava.
Era convívio que valia por cem.
O amor que minha mãe forneceu.
Faleceu ela meu amor ficou de refém.
Pois hoje sou isolado sem saber a razão
Vivendo com outro quem dizia ser o meu bem.

Naquele recinto de nossos encontros.
Parecia imaculado em nosso amor dobrado.
Agora vive repetindo a mesma dose.
Onde encontra com o novo enamorado.
O que sobrou para mim é a saudade.
Como em alto mar em barco naufragado.
Soterrado num inferno sem are luz do sol.
Falindo em tudo os amores que se encontra carunchado.

Composta em 16 de novembro de 2006 Hora 9;39

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