Adélio Carlini Valsa Voz nos Ouvidos (valsa)

Voz nos Ouvidos (valsa)

               

Vem madrugada o sol não te esquenta você abraçada com quem não gosta..
Pois só fazia pirraça me desprezando dormia comigo só de costa com costa.
É resultado da ingratidão perversa aguardando ansiosa a minha resposta.   
Cheirando álcool e cigarro para disfarce em todos os cantos sente aborrecer.
Pois seu otimismo com minha alegria onde tu olhas vendo a minha alegria aparecer.

Soluça em desespero diz ser um pesadelo que te apodera para te judiar.
Mais é seu intimo em constrangimento sem esquecer dorme triste a chorar.
Teus aventureiros querem quebrar o encanto não vendo à hora deles se distanciar.
Volta para a cama deitado debruço entre soluços meu nome pega chamar.
Mais estou distante embora visinho, esqueci pra sempre deixando de amar.

Uma voz chamando no seu ouvido Parecendo ancestral de quem era beijada.
Tem pressentimento sem concretizá-los, esperando ansiosa a minha chegada.
Embriagada sonhando comigo jamais voltarás a ser desejada.
Acorda remelenta daí o sol te esquenta pedindo a morte triste angustiada.
Dormindo sozinha ao som de violinos dos pernilongos sendo beijada.

Composta em 2006 Hora 9:43

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