Florão do Bairro (valseado)

 

Embora eu sendo um mambira.  Moças achavam que era madrigal.
Em todos os lugares que u estava. Rendia um sucesso total.
Meus versos elogiavam os valores. E os dichotes sentiam-se mal.
Meus ditirrambo eram presentes. Muito fácil para um profissional.

Mapironga eram os falsos amigos. Eu delineava firme nas amizades.
Enchiam de alcunhas e sarcasmo. Desconheciam minha solidariedade.
As meninas que constantes brigavam. Disputando minha boa qualidade.
Vivia num mundo feliz e aberto. Porque eu só irradiava verdade.

Um dia os invejosos venceram. Parei porque achei uma companheira.
Arranquei o florão do meu bairro. E muitas delas morreram solteiras.
Os ciumentos elas enjeitaram. Espertas sem cair na ratoeira.
Agarrei a prenda e saí cedo. Gozar meu amor lá em Limeira.

Composta em 1/6/2006

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