Amor Assassino (Vanerão)

Comprei passagem para o interior e fui ao aeroporto, separação um tempo precoce perdi esperança.
Angustiado lamentando chorei igual criança o imprevisto deixou-me sem destino.
Vou morar em terras estranhas, desnudei a minha pujança. Para mim o mundo esta resumido
Minha face se esconderá, para apagar minha de quem tinha esperança.

Com ascetismo que corroendo o espírito, alma esgotada com ingratidão tenaz.
Demência apodera num grau mais intenso. Debilita a calma e tudo se desfaz.
Delirando sem rumo dum amor venenoso, ficando em coma sem voltar atrás.
Contrastando a vida que levei outrora. Hoje é só choro e lamento a vida deste rapaz

Estou triturado vou a terras estranhas, vou morrer aos poucos em noutra região.
Distante eu fico chorando a saudade. De uma felicidade resta desilusão.
Nunca conformando com a infausta trajetória, neste suplicio de morte de separação.
Remoendo noite e dia de quando era feliz, quando era unido o afeto de dois corações.

Amor assassino que jamais se arrepende, vai me destruindo sem ver solução.
É o vírus da aids que assola, fugindo teu amor num vasto tufão.
Numa era de ganância de troca de amor, é caixa de banco onde tudo põem a mãos.
Aproximou dum convívio moderno, onde há liberdade lá está à ação.

Composta em 01 de setembro de 2006 – às 13h06

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