Amor de Matuta ( Vanerão)

Entre abraços e beijos bem no tempo certo e sonos cansados em altas madrugadas.
Abraços apertados tirando um cochilo em suores banhado sem saber de nada.
Rolando em amores espatifando no leito apertado nos peitos era dominada.
Sentindo grunhido igual susto de suíno sem resistir estava arrebentada.
Igual motor novo estava ringindo com Carter lotado fui lubrificada.

Ele igual Adão antes do pecado eu a Eva antes da fruta proibida.
Eu olhava sem ter malícia com muita carícia força fictícia saí da sorvida
Num gozo estranho sem medir o tamanho falso reganho da dor sentida.
Gritando ele compreendeu e desprendeu no momento fui atendida.
Ele protetor em intenso amor tom de esplendor fui bem protegida

Fugiu o cobertor a colcha banhada no piso caída.
Hércules estava frente da luta por mim estava vencida.
Como dois amigos interrompemos avanço dando descanso.
E o pescoço de ganso perdeu afrouxou a guarida.
Se em cada mês lutar uma vez patrão cortês.
Garanto que do ringue jamais sou despedida.
Se convocarem pro ringue ninguém me xingue.
Sou profissional já nasci bem sabida.
Quero ver para mim se na luta de boxe eu sou garantida.

Com bastante salário guardo em meu relicário.
Meu empresário não me entrega falida.
Não sou polenta que da raia afugenta.
Esmigalha e arrebenta deixa a corrida.
Por isso meu amor que soube dar valor.
Com anjo de candor não fico derretida.
Sou jovem enxuta prontinha pra luta.
Em amor de matuta jamais sou fingida
Por isso ninguém pense que a Índia Itararéense
Com pouca coisa convence ou ser fracassada sem ser aplaudida.

Composta em 13/11/ 2006 Hora 09;45

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