Lavoura Secreta (Vanerão)

Antes do contagio fui vacinado, tenho liberdade não sou casado.
Mundo aberto e não sou divorciado, solteiro livre não amarrado.
Tantas garotas que voam do meu lado jogam laçadas com risos encantado.
Moro sozinho muito folgado com o coração muito trancado.
Só fazendo cálculos de tempos passados, quando Adão foi engodado.
Tornou um mundo, naufragado, mergulhado no pecado.

Sou abençoado gozo a juventude, sou um potente brincalhão com muita saúde.
Todos me respeitam ricos em virtude são invejados da minha atitude.
Femininas querem que eu ajude da vida opulenta quer que eu mude.
Querem derrotar minha beatitude, meu controlo faceiro da latitude.
Chora a Vera, Zilda, Silvana Gertrude, quando acompanhar meu ataúde.
Porque sou educado nunca fui rude, no visco não pega eu no grude.

Seus choros e lamentos mudam a temperança não alimente por mim esperança.
Não tenho vício dar pensão pra criança com filé mignon, encho a pança.
Não reparto carinho com as vizinhanças carinho traiçoeiro afeta a poupança.
Minha despesa vai pesar na balança, das aventureiras logo a gente cansa.
Inteligência aumenta nos anos que avança nos corações deprimido vem abonança.
Dos passados feliz restando lembranças quando acariciava as névoas gansa

Grande surpresa logo eu garanto gananciosos de amor receberá espanto.
Jesus vem buscar seus ungidos estimados santos cobrirão também você com seu manto.
Quem der um copo de água fresca receberá bom tanto reserva a ti um bom recanto.
Desconhece ode do amaranto desconhece também a lavoura que eu planto.
Para quem sofre pode haver sedento mantendo as distâncias, eu mais agiganto.
Vivendo em paz morrendo levanto vocês escutam no céu meu lindo canto.

Composta em 16 de agosto de 2006 – às 9h10

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