Levei chumbo no Bumbum (Vanerão)

Teu falso coração espeta igual espinho de tuncum.
Tratando eu com leviandade sem raciocínio algum.
Lembre bem das juras que eu fiz na sombra do ariticum.
Encarei como verdadeiro não era algo comum.

Depois da sua falsidade acostumei com jejum.
Dizia que seu coração era meu não era de mais nenhum.
Incauto acreditando levei chumbo no bumbum.
Você aprendeu tocar flauta sem saber cantar lundum.

Minhas paciências foram tanto mais meu coração ficou azul.
Foi mesmo que subir pelado na haste de mandacaru.
Fui acostumando com chifres igual touro caracu.
Seu veneno foi mortíferos dentes afiado de urutu.

Em surdina me lograva apaixonou pelo primata do Artur.
Foi avançando na prática gamou em perfumes do zulu.
Saia na parte da tarde banhada de perfume e xampu.
Até que amadureceu nosso amor foi brucutu.

Fugindo com um Abissínio foi morar em Bauru.
Desapareceu com os pertences encerramos o sururu.
Só fazendo em motel clandestino numa tosa de bambu.
Além dos episódios ditos ela secou todo meu baú.

Composta em 9 de novembro de 2006 – às 16h48

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