Marquei o Tento (Vanerão)

Minhas lagrimas enchia a gamela hoje secou até as remelas.
Marquei o tento com a Marcela hoje é amorosa de mim ela zela.
Meu coração sem tramela nivela funciona sem a manivela.
Divorciei da Gabriela porque amo a Marcela, Marcela, Marcela.

Gabriela perdeu o girabrequim está só batendo as bielas.
Com as portas todas abertas escancararam todas as janelas.
De chifres eu estava até as goelas ela vivia entocado só nas vielas.
Usando saia de entretela em noitadas só com pé de chinela.

Vida de morcego o que mais ela anela sai  com queima rosca não é mais aquela.
Vi que eu ia fazer uma esparrela logo ela ia entrar na fivela.
Apertei o seu nó e esticou as canelas hoje mora em beiral de capela.
Rodeado de ralé clientela transformou numa cadela.

Nem que eu chore envergonhado e no peito leve uma lapela.
Todos gritando lá vêm o chifrudo marido daquela bitéla.
Nem que façam batuque batendo as latas e panelas
Meu saco ficou roxo cor de berinjela minha casa virou prado de gazela.

Sua lingerie suava odor vertia geléia pardo grossa amarela.
Tremendo de medo o coração gela o nocaute está atingido seqüela.
Merece comer pão seco sem manteiga ou mortadela.
Passei noutro redil no braço da Marcela sou feliz distante da Gabriela.

Composta em 23 de fevereiro de 2006 – às 13h46

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