Natureza ingrata (Vanerão)

Nadei num mundo sem amor e esperança numa era parecendo criança.
Utilizei perfume de flor desabrochando inalei dum jardim sem haver bonança.
Salvei dum raio que atingiu meu coração, sua mãe trouxe ao mundo.
Teve rico galardão, morro de saudade enquanto tempo avança.
Com tantas surpresas da vida, que nem tudo a gente alcança.
Entrei em um barco naufragado. Sem salva vida e esperança.

Carinhosa com a filha mui merecedora, mas pra mim não promissora.
Fui amando e dando calor num braço agigantado.
Eu e sua mãe raiamos pra ti mundo perpétuo e seguro.
Mas você baniu dum infausto roldão desequilibrado.
Observe a metáfora pra sua regalia Neusa pos ao mundo um dia
Com sua revelia esperando alegria minutos e hora marcado.

Imagine você saudade dum amor, que amargura na solidão.
Só teu semblante está presente é meu premio a cada passo.
Amanheço amuado por nada tiro do pensamento amargo.
Pois beijo o travesseiro como fosse você em meus braços.
Percebo que não consolo com você noutra vida distante.
Neusa me aconselha eu ela garante mais luto rodopio só vejo fracasso.

Continuo buscar meu resto de potencia usando de clemência.
Coração acorrentado desvanece frustrado desiludido.
Rabisco um poema em horas vagas angustiado.
Balbucio como débil mental com o acontecido.
Ofusca meus planos dóceis desejado sem solução fico amuado.
A natureza ingrata judiando-me acho vencido.

Composta em 31 de agosto de 2006 – às 10h41

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