Acessório (Xote)

Meu grande amor sabia, qual é a minha mania, Volume da minha estria.
Ó quanto que eu sou finório, vinte anos de judiciário eu demandei com um vigário.
Lotei meu relicário Arrasei o doutor Gregório, Ela sabe o meu limite.
Nem divorcio ou desquite mudará o marco divisório.

Meu advogado desembargador, É perito aqui e no exterior passa o borrador.
E não mora em nosso território.  Vence todas as pelejas segredos onde maneja.
Coloca prontinho na bandeja, Fico sem culpa no cartório dos homens não tenho medo.
E o mundo na ponta do dedo tem o universo de auditório.

Pra ele não tem norte ou sul não adianta vim de lundum somos de sangue azul.
Não gerei em laboratório e mulher pense sério diferente distante de delinqüente.
Nas unhas do Onipotente temos anjos no imigratório você não conhecia.
Minha serventia é colocar meu sadio supositório.

Não pense errado demais, perde todos os seus cartais, Por causa dos meus anais.
Dou um Justo compulsório Você em séria necessidade saberá  dar validade.
Paga adianta a metade, Com utilidade, dum mictório parente nenhum abre a boca.
Por sua atitude louca não pinta nem Jacinto ou Vitório.

Passou estreito demais, por ver tudo o que você faz, na frente dos tribunais.
Com o Rufino Santino e Osório Enfrento todos os perigos Reúnam milhões de inimigos.
Deixo moído que nem trigo. Escolha os melhores dos empórios não sou daquele que lambo.
Só tiro você do mocambo do seu destino transitório.

Era da empresa principal passo lá em baixo na filial derreteu seu especial.
Só livro de precatório o mundo sabe meu caráter não há veneno que me mate.
Tenho prazer no arremate não aceito irrisório é a única coisa permanece.
Perdôo dos que me aborrece pode continuar ser meus acessórios.

Composta em 16 de novembro de 2006 – às 10h20

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