Bode Castrado (Xote)

Namorei uma dona de casar me deu palpite.
Hora mais amaldiçoada não orei para o apetite.
No dia do casamento sofri parotidite.
Maldita estava sofrendo do cólon e anexite
Tinha bócio e gonorréia bartholinite e vulvite.
Tricomoníase e bubão coçando as estalactite.

Fiquei dois meses casado pedi divórcio desquite.
Só parava no banheiro tinha coréia e gastrite.
Langerri dela suava igual catarro de bronquite.
Banho de permanganato bucha trancava o limite.
Era surda era gaga tinha hemorróida e labirintite.
Beijo cheirava coréga  vesga com celulite.

Tinha reumatismo crônico diabete ciática bursite.
Paranóica tinha hérnia pólipos mioma metrite.
Médicos me rodearam mandou fazer regurgite.
Jamais quero voltar nem que a multidão grite.
Quero ir pra outras terras que telefone não apite.

Peguei fobia por mulher só de ver me da renite.
Pareço um bode castrado fugindo de água e chifre.
Pode ficar num piquete as maconhas que repique.
Não vou no seu funeral nem toco no seu esquife.
Se a aids os acertar  que morra sem holerite.
Distancio igual terra e céu onde o físico não transmite.

Composto em 01 de agosto de 2006 – às 13h08

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