Filha do Alfaiate (Xote)

Levantei hoje bem cedo quase que meu pai me bate.
Porque fui  padaria comprei muitos chocolate.
Ele é persuasivo na discussão ninguém combate.
Porque gosto duma loura muito encantadora filha dum alfaiate.
Convidei a ela pra um passeio num luxuoso iate.
Vida novas conquistamos e não nos separamos nem que mate.

Possuí carro importado isolei o meu passate.
Fui num clube Chinês quando pra casa voltei meu pai encontrei.
Tivemos outro desimpate voltei na padaria telefonei pra Sofia.
Fraco e tremia pelo efeito do craque. Uísque me fez eu trepidar.
Mais dancei até o sol raiar Sofia foi me buscar.
Voltei de novo dançar numa boate. Gosto desta loura.

Formada em doutora minha protetora filha do alfaiate.
Á tarde fui a casa dela ela estava na janela e abraçou na passarela.
Mordeu que nem alicate saímos pelo jardim agarrou em mim.
O melhor do estopim foi no tronco do abacate.
Abraçou e beijou seis horas que ficou, no meu corpo ela colou.
Sem haver intervalo ou desingate. A vida vai melhorar.

Ela sabe me amar meu terno ela vai costurar a filha do alfaiate.
Vai comprar cama e colchão também televisão.
Uma linda mansão,não vou mais dormir em catre.
Vou tomar vinho dos bons, todo dia macarrão, também filé mignon.
Bacalhau sopa de alcatra, profissão vai mudar com ela vou me casar.
Pra sempre eu vou deixar vida de camelô e de mascate.

Composta em 31 de agosto de 2006 – às 9h42

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