Fique ela no Angu (Xote)

Eu vivia bem carente surgindo der repente uma baita duma serpente.
Nem pergunte veio de onde, pensava que era princesa pensei que tinha firmeza.
Dizia que estava presa eu quis levar vida de conde começou botar-me chifres.
Fingi que eu era patife quase rodearam meu esquife por a vela ela andar de bonde.

Eu parecia lord da Bretanha queria completar a façanha mudar para vida estranha.
Ser um maioral de Londres Comecei investigação desconfiando de traição.
Trocou a sua paixão e no relento ela   exponde  ia esparramando veneno.
Muita gente dizendo que andava se vendendo viajando a sós de bonde.

Contratei bom vigia que ela não conhecia em seu rasto todos os dias.
Instruí-lhe de longe ar ronde Com minha idéia tosca e acertei na mosca.
Saia com queima rosca em toda tapera se esconde meu prazer foi na enxurrada.
Descobrindo a fachada viajava folgada gostando de andar de bonde.

Foi derrubando a carranca fingindo de doente e manca deixou eu na pelanca.
Ficou muda e não responde. Voltei na estaca zero por ela não mais espero.
Está livre nos braços do Antero sem precisar que alguém sonde
Antero de chifres guassu, também meu sangue azul, mas fique ela no angu.
Vou morar em Bauru ela continue andar de bonde.

Composta em 31 de outubro de 2006 – às 9h38

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