Prenda inestimável (Xote)

Parti chorando e você não me acompanhou, dia triste não quero nem relembrar.
Sabendo que sempre me apoiava único dia que não quis me abraçar.
Um verso repente com prazer eu fazia, nas frestas do vitrô via você soluçar.
Do alto do espigão um lenço branco não parava de acenar.

Você dividiu o amor não sei se foi ciúme de alguém sem prosseguir na felicidade.
Ou feitiço de alguém irracional sem compaixão fez usar armas de falsidade.
Destruiu meu sossego e o teu também noitadas de amor só resta a saudade.
Choro rebolando idéias perdidas hoje o presente infernal sem realidade.

Momento desastroso vem-me na recordação porque você jurou integridade
Logrado enquanto dormia em meus braços sonhando sem alimentar perplexidade.
Acabou igual rio em torvelinho em cambalhota sugou esperança do algoz destino.
Ilusão distanciada cafifante dias tenebroso intensificando o desatino.

Volte arrependida porque meu final é hospício louco paranóico sem clarividência
Estado de coma em observação é destruído minha inteligência
Não finja de amor que não acredito irreversível encerra a competência.
Adeus, Adeus minha prenda inestimável, fui escolhido da insondável providencia.

Composta em 17 de setembro de 2006 – às 10h

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