Vale por Sete (Xote)

Vou trazer meus apetrechos vou morar na lanchonete.
Não consigo distanciar da Eliane e Bernadete.
Meu amor é implacável não quero ver elas mais usando contonete.
Vou sugar rabo de galo whisk ,wodga e fernéte.
Escutando num C.D, voz imortal do Donizete.

Não vou mais usar sua garagem fica fora o meu chevete.
Não consigo mais abandonar sou ligado igual chiclete.
É o nosso amor fermentado não tem tempo que complete.
Elas cantam toca e dançam aquecidas e não derrete.
Elas exibem em revistas é repórter nas manchetes.

Meu amor é rotineiro a anos que não repete.
Estamos só renovando só avaliamos nosso frete.
Agimos em metamorfose sem que ferrugem nos arrete.
Não separo e não vou fugir nem que chova canivete.
Amor com a Eliane é navalha a outra igual gilete.

Sua maior qualidade é não importar com o roquete.
Nesse imã de paixão amor expande em tablete.
Olhando elas eu recordo a pose linda da Grete.
Um dois três é de mais a Eliane vale por sete.

Na classe de artista ela é uma vedete.
No amor não tem reflexo mais o mundo inteiro reflete.
Um futuro promissor é previsto que repete.
Vamos morar num rincão panorâmico sem tolerar nenhum topete.
Nosso amor é garantido sem previsão de omelete.

Composta em 12/6/ 2006

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