Águas Passou Moinho Parou

Celestino criado com família humilde e o moleque também honesto sempre em torno de seus pais sem deixar rabo para puxar e vizinhos estivavam e muito. O pai e avô eram ablegados em quatro costado. Que não havia comunicação porque o lugar era ábdito. O ganho que tinha eram para o sustento para uma família enorme o abegão não descuidava e o celeiro era constantemente abastado. Celestino sendo muito obediente passava o dia tratando dos porcos e onde os muares aguardava junto dos terneiro a ração triturada num motor diesel. E quando os bacuris escapavam do chiqueiro sua tarefa era correr em busca e recolher de novo e para que não arrombasse o paiol ou fuçar onde só dava prejuízo ou a plantação de batata-doce que fazia parte do sustento ou iam revirar a nascente que abastecia de água límpida e pura. Os aboiz familiar mútuo completava tudo feliz. Com o tempo passando Celestino fazia sobrar tempo para ir ao córrego as noitinha e voltava com uma fieira de bagres arapuca o laço e outras armadilhas faziam completar alimentação balanceada. E foi sobrando dinheiro e aplicando na poupança comprou um trator para o serviço e um jipe para ir nas festas e bailes Devido a sua qualidade e honestidade era cortejado pelas damas da localidade resultado foi um casamento bem-sucedido por reinar ambos amores e depois comprou uma casa na cidade e estudou o 1º grau e todo telecurso do 2º grau. E as finanças foram corroendo igual ferrugem tinha de comprar de tudo aquilo que produzia no sítio e no aperto de tantas despesas foi trabalhar na boia-fria. E começou a herdar todas as formas de doenças desgastantes. Os filhos não puderam copiar a honestidade do pai escorregaram em todos os que são atos ilícitos. Depois de tantos anos de vitórias Hoje só resta nos dias de geadas ficar num toco no terreiro apreciando o sol opaco a noite uma fogueira os aquece por falta de agasalho. E tudo vem no pensamento os tempos do filé-mignon. O paraíso em que deliciava mais o sucesso que ganhou nos alicerces na lavoura deixou num absoluto fracasso. Só que a saudade não cura mata!

Composta em 11/3/2015

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