Adélio Carlini Poema Ratos atacam no Silêncio (Poema)

Ratos atacam no Silêncio (Poema)

 

Minha terra tinha palmeiras. Onde jamais esteve lá!
A nossa terra isenta de guerra. Ou terremoto para assustar.
Nossa terra é rica em água doce. Tem alimento pra exportar.
Tinha florestas e terras roxas. E minérios para os ratos gozar.
Esta é a nossa terra amada. Onde cantava lindo o sabiá.

Amor humano nos derrete e dói
Machuca o íntimo de abnegado.
Ordena Lágrimas no sarcófago.
Rejeitam só inimigo declarado.

Amigos surgem em hábil em treino fingimento.
Liga colando sua suave nociva ágil traição.
Tem uma saliva que traz mortal envenenamento.
Rompem e néscios vai aceitando tudo e vai ao chão.
Unhas dum tamanduá nervoso atacam sem ungüento.
Importuna uma simplória hospitaleira população.
Sangue corre e não acha o autor do severo intento.
Tem o Brasil capricho ao socialismo avarento.
Aterra em perigo de morte sem cura de hipertensão.

Aos trabalhadores dá sustento ó terra.
Deus tem prazer em apoiar e abençoar.
Estejam conscientes bons brasileiros.
Lugar igual aqui podem dizer não há.
Incrementa nosso momento progresso.
Orgulho para o globo inteiro invejar.

Completo assinando meu nome dia de hoje.
Anotem tataranetos ao culminar este mal.
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Lamentam sem ver mais as lidas palmeiras.
Impávido colosso é que diz Hino Nacional.
Nações mordendo as mãos do cânon Brasil.
Inaugura desespero de febril fome mundial.

Composta em 2012/2009

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